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Domingo, 4 de Março de 2007

FILHOS DE UM DEUS MENOR

No filme, o professor John Leeds, conhecido pelos seus métodos inovadores e pouco convencionais, chega àquela escola de surdos-mudos, tendo leccionado já nas mais conhecidas.

Ao contrário dos conservadores e limitados métodos da escola, John procura que os seus alunos encontrem motivação para aprenderem a falarem, tenta que se divirtam com jogos, que sintam a vibração da música… que sejam felizes.

Um dia conhece uma rapariga surda-muda, incapaz de soletrar uma única palavra, e que é empregada de limpeza. Descobre que ela se chama Sarah e foi uma das melhores alunas daquele colégio, mas que nunca prosseguiu os estudos.

Mais tarde, e à medida que cresce o seu amor por ela descobre que não fala porque, não só gozaram com ela devidos aos estranhos sons que emitia quando tentava falar, como também porque abusavam dela os amigos da irmã.

 

“ - O que é que ouves? É só silêncio? ( John Leeds )

  - Nunca ninguém cá entrou para descobrir. (Sarah)

  - Alguma vez me deixarás entrar?”

 

Ele procura chegar até ela. Devido a todo esse passado ela deixou de tentar falar,  preferiu fechar-se para sempre no seu silêncio e também se isolou, afastando-se da família e recusando-se a corresponder à atenção do professor. Ele tentou de tudo. Até que finalmente, aos poucos a foi fazendo ceder. Ao princípio Leeds vê Sarah apenas como um desafio enquanto professor. Convencê-la a voltar a tentar falar, a perder o medo, parece um desafio impossível. Mas aos poucos a sua relação de professor/estudante e esse desafio que ela representava para ele vai ganhando contornos de paixão e torna-se impossível para o professor estar longe de Sarah. Os dois começam a viver uma intensa história de amor.

“Enquanto não me deixares ser eu, como tu és, nunca entrarás no meu silêncio, nem me conhecerás.” (Sarah)

Num determinado dia, ao ver um espectáculo, em que os alunos de John dançam e a cantam, sendo generosamente aplaudidos pela assistência, Sarah fica triste e revoltada. Acaba mesmo por lançar a sua fúria contra um espelho, partindo e cortando-se na mão. Quando ele a encontra, Sarah apenas lhe pergunta se ele queria muito que ela falasse. A isto, John responde que não e que não a irá pressionar.

John e Sarah vão viver juntos na casa dele. Esta vivência é um verdadeiro desafio. Como vão coabitar numa mesma casa… Ele que sempre gostou de ouvir Bach, de falar; ela que não soletra uma única palavra, não ouve… Parece que esta relação está condenada à partida, pela incompatibilidade dos seus membros.

Ele traduz o mundo a Sarah pela linguagem gestual. É esta a expressão máxima do seu amor… Um amor tão forte, que com persistência de ambos os lados e contra todos os obstáculos que lhes surgem pela frente, é capaz de quebrar a barreira do silêncio que os separa.

“Achas que podíamos arranjar um lugar para nos encontrarmos? Sem ser no silêncio nem no som?” (John)

 
 

publicado por Dreamfinder às 20:00

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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007

2007 - ANO EUROPEU DA IGUALDADE

Sob o lema “Para uma sociedade mais justa”, o Ano Europeu da Igualdade fundamenta a necessidade de respeitar e promover a igualdade e a não discriminação.
A discriminação tem como elementos potenciadores, que deveriam ser apenas reflexos de diversidade humana: sexo, raça ou etnia, idade, religião ou crença, deficiência e orientação sexual.
A discriminação em todos os seus aspectos deve ser suprimida. Para isso deve-se começar pela sensibilização, que levará aos poucos da passagem das palavras aos actos. A União Europeia revelou que “Portugal não é um país racista, mas é preconceituoso”. Por isso, este ano o governo aposta em “motivar a opinião pública” a não discriminar seja qual for o motivo para o fazer.
Infelizmente, achamo-nos modernos e actuais, mas na verdade, continua sempre a acontecer: as minorias raciais e étnicas apesar da emigração continuar a crescer permanecem longe do círculo de poder; as mulheres são vistas cada vez mais na política e cargos de chefia, mas recebem salários inferiores aos dos homens, em muitas empresas, e a violência doméstica existe e, por vezes, mata; a idade também condiciona, a partir dos 35 anos já é difícil arranjar emprego; os idosos cada vez mais são abandonados; os deficientes continuam a encontrar obstáculos todos os dias ao tentarem ter uma vida “normal”; e muito mais poderia escrever.
A igualdade de género, nos dias de hoje, invade os discursos políticos, o homem e a mulher cada vez mais são mais iguais, mas encontram-se muitas excepções.
O governo enveredou um esforço para alterar algumas coisas, por exemplo, as vítimas de violência vão deixar de pagar as taxas moderadoras quando recorrerem às urgências de um hospital; as empresas públicas foram aconselhadas a aderir à igualdade entre homens e mulheres.
As campanhas de sensibilização são necessárias, mas as associações alertam que “ainda há muito a fazer” e que é preciso “desenvolver mecanismos que promovam, acompanhem e fiscalizem a não discriminação”.
“A administração pública tem de promover uma efectiva inclusão”, o Ano Europeu “não é um ano de festa, mas sim de compromisso”.
Este ano um camião TIR, cheio de material didáctico sobre as diversas discriminações e com uma exposição móvel vai percorrer o país para falar de Igualdade. Escolas e Municípios serão fundamentais na sensibilização pública da discriminação. Espero, que a pretensão de sensibilizar a população para os benefícios de uma sociedade justa e coesa sejam conseguidos e que se combatam todas as atitudes e comportamentos discriminatórios e que se informe sobre os direitos e obrigações todos os cidadãos.
Sinceramente confio que todos nós cada vez mais nos sintamos mais humanos, mais iguais, mais cívicos.
 
  “Encontrei uma preta
  que estava a chorar,
  pedi-lhe uma lágrima 
  para a analisar.
 
  Recolhi a lágrima
  com todo o cuidado
  num tubo de ensaio
  bem esterilizado.
 
 Olhei-a de um lado,
 do outro e de frente:
 tinha um ar de gota
 muito transparente.
 
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
 
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
  nem vestígios de ódio.
  Agua (quase tudo)
  e cloreto de sódio.”                           
António Gedeão
publicado por Dreamfinder às 19:50

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